O setor de educação, campeão de altas na Bovespa no ano passado, continua a ter um ótimo desempenho em 2013 e com uma perspectiva de crescimento positiva - InfoMoney
O setor
de educação, campeão de altas na Bovespa no ano passado, continua a ter um ótimo
desempenho em 2013 e com uma perspectiva de crescimento positiva, segundo Mário
Bernardes Júnior, analista do BB Investimentos. “A tendência de crescimento é
de, no mínimo, cinco anos. Esse ano, o setor em bolsa tende a crescer muito bem
e eu não vejo um teto, porque ele vem rompendo resistência atrás de resistência.
O céu é o limite para o setor de educação”, afirmou.
Em 2012, a companhia do setor que apresentou a maior
alta foi a Kroton (KROT3), com elevação de 151,49%. Logo atrás veio a Estácio (ESTC3), com valorização de 134,21%, seguida da Abril Educação (ABRE11), que subiu 95,74%, e da Anhanguera (AEDU3), que ganhou 72%. Este ano, até o dia 24 de maio, as altas estão de 39,42%, 24,83%, 11,57% e 17,97%,
respectivamente.
De acordo com o
analista, programas do governo, como o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil)
e o Prouni (Programa Universidade para Todos) são os principais motivos de o
setor estar indo tão bem. “O Fies e o Prouni são incentivos positivos do
governo para educação superior e que ainda acabam influenciando a educação básica
também. Esses programas estão dando certo e fazendo o setor crescer muito”,
disse. Ainda segundo ele, o principal risco do setor acaba sendo político, pois
uma mudança de governo poderia afetar negativamente o setor - mas somente se
algum dos programas de incentivo for interrompido.
Anhanguera e Kroton em uma só:
a nova gigante da educação
A fusão da Anhanguera com a
Kroton, anunciada no dia 20 de abril, criará um grupo avaliado em cerca de R$
13 bilhões. Segundo o acordo, aprovado por ambas as diretorias, a Kroton vai
incorporar a Anhanguera em uma troca de ações que deve chegar a R$ 5 bilhões.
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A aprovação da fusão depende
só de mais alguns passos, entre eles a entrega de documentação ao Cade
(Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e uma assembleia geral de
acionistas para aprovação do negócio, que deve ser concluído ainda em junho.
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Após o término da fusão,
as empresas se tornarão o maior grupo de educação do mundo, com um valor de
mercado de US$ 5,9 bilhões, o dobro da segunda maior do setor, a chinesa New
Oriental, que vale US$ 2,9 bilhões. O presidente da empresa será Rodrigo
Galindo, atual presidente da Kroton.
“A fusão da
Anhanguera com a Kroton foi muito positiva e deverá formar uma rede com cerca
de um milhão de alunos. Claro, ainda faltam algumas etapas para o processo ser
concluído, mas isso deve ocorrer em breve. Essa fusão faz com que outras redes
de educação superior comecem a se mexer e isso é muito importante. A Estácio
pode começar a pensar em fazer fusão com outras redes sem capital aberto, afinal,
ela ficou sozinha agora entre as empresas deste setor em ensino superior de
capital aberto. O meio de ela crescer e conseguir acompanhar a rival agora
seria com fusão, porque com crescimento orgânico o processo será bem mais longo”,
explicou Bernardes.
Educação básica: morte de
Civita não deve afetar ações da Abril Educação
De acordo com o
analista do BB Investimentos, a morte de Roberto Civita não terá impacto
negativo nas ações da Abril Educação, pois a companhia é muito bem administrada
e tem um bom management. Além disso, outras pessoas da família estão no
conselho da companhia e devem dar continuidade ao trabalho dele. “O fato não
terá impacto negativo, pois eles devem eleger alguém que seja a altura dele”,
afirmou Bernardes. Civita era o Presidente do Conselho de
Administração da
companhia e faleceu no final do mês de maio.
A perspectiva do BB
Investimentos para a Abril Educação em dezembro de 2013 é de R$ 52,00, sendo
que a cotação hoje está em R$ 42,50.
| Empresa | Ticker | 2012 | 2013* |
| Estácio | ESTC3 | 134,21% | 19,73% |
| Kroton | KROT3 | 151,49% | 37,63% |
| Anhanguera | AEDU3 | 72,00% | 16,58% |
| Abril Educação | ABRE11 | 95,74% | 6,94% |
Fonte: InfoMoney




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